22 março 2009

Jogos matemáticos - Através do lúdico, a criança resolve situações problema.




Segundo alguns autores estudiosos da área da educação, o jogo tornou-se, nos últimos tempos, objeto de interesse de psicólogos, educadores, pesquisadores, como decorrência da sua importância para a criança e da constatação de que é uma prática que auxilia o desenvolvimento infantil, a construção ou potencialização de conhecimentos.
A educação infantil configurou-se como o espaço natural do jogo e da brincadeira e tem favorecido a concepção de ensino e aprendizagem que acredita na utilização do jogo e da brincadeira como condição para a aprendizagem matemática.
A participação ativa da criança e a natureza lúdica e prazerosa inerente a diferentes tipos de jogos têm servido de argumento para fortalecer a concepção segundo a qual se aprende matemática brincando.
Essa afirmativa, em parte, é correta e se contrapõe à orientação de que, para aprender matemática, é necessário um ambiente em que predomine a rigidez, a disciplina e o silêncio.
No outro extremo das concepções relacionadas ao tema, percebe-se um certo tipo de euforia na educação infantil e até mesmo nos níveis escolares posteriores, em que jogos, brinquedos e materiais didáticos são tomados sempre de modo indiferenciado na atividade pedagógica: manipulação livre ou aplicação de algumas regras, realizadas indiscriminadamente, sem finalidades mais claras ou objetivos determinados. É o jogo pelo jogo, tomado como puro divertimento, ou como um fim em si mesmo, o que não é ruim para as crianças, mas pode não resultar em aprendizagem da matemática.
As investigações sobre o significado e o conteúdo dos jogos infantis e o conteúdo de aprendizagem em matemática têm revelado a aproximação entre dois processos com características e alcances diferentes. O primeiro é o de que o jogo é um fenômeno cultural com múltiplas manifestações e significados que variam conforme a época, a cultura ou o contexto.
O que caracteriza uma situação de jogo é a atividade da criança: sua intenção em brincar, a presença de regras que lhe permitem identificar sua modalidade. De maneira geral, o jogo infantil compreende brincadeiras de faz-de-conta (em que intervém a imaginação, a representação, a simulação), jogos de construção (manipulação, composição e representação de objetos), jogos de regras etc. O segundo é o que considera o jogo como estratégia didática, facilitadora da aprendizagem, quando as situações são planejadas e orientadas pelo adulto, visando ao aprender, isto é, a de proporcionar à criança a construção de algum tipo de conhecimento, alguma relação ou o desenvolvimento de alguma habilidade. Tal objetivo não exclui, porém, a dimensão lúdica do jogo, na medida em que sejam preservadas a disposição e a intencionalidade da criança para brincar.
O jogo cumprirá, portanto, uma dupla função – lúdica e educativa – aliando, às finalidades do divertimento e prazer, outras, como o desenvolvimento afetivo, cognitivo, físico, social e moral, manifestadas em um grande número de competências: escolha de estratégias, ações sensório-motoras, interação, observação e respeito a regras. Todas essas competências não estão especificamente vinculadas à matemática, mas, seguramente, se manifestam e se realizam na aprendizagem dos conteúdos dessa área.

Brincadeiras de faz-de-conta, jogos de construção e jogos de regras possibilitam uma aproximação da criança com os conhecimentos matemáticos e incentivam-na a desenvolver estratégias de resolução de problemas.
Por esse motivo é necessário que o educador seja criativo e adeque a matéria determinados jogos tipo: Dominó matemático (parecido com o dominó comum só que se utilizam contas e resultados para interligar as peças), Bingo de operações (dentro de um saco várias fichas com contas matemáticas ou números soltos, cartelas com números e contas, nessas cartelas o aluno deve marcar o que foi chamado no bingo tentando preencher a mesma ou na quina ou na cartela cheia), Acerte a conta (utilizado com dois grupos e um saco com várias operações dentro, cada grupo tira uma operação e terá um mínimo de tempo para resolver no quadro as questões, vence o grupo que acertou mais contas em menos tempo), esses são alguns dos jogos que podem ser utilizados no ensino da matemática, a turma irá se divertir e aprenderá bem mais.
Existem várias sugestões a respeito desses jogos, tipos, finalidades e aplicabilidade pras séries iniciais ou seguintes até a nona série.
Acredito que o jogo é primordial para que alcancemos nesse mundo frio e tão amarrado pelos grilhões do preconceito um melhor desenvolvimento de nossas crianças, adequando o que elas gostam ao mundo em que vivem e a matéria que será dada em sala de aula.
Ser um professor é fácil, ser educador é um desafio constante.
Pensem nisso! E caso desejem mais sugestões de jogos de qualquer matéria e série me escrevam, será um prazer tentar ajudar.
Sejam criativos, sejam educadores.

2 comentários:

Anônimo disse...

OLA BOM DIA...SOU PROFESSOR DE MATEMATICA NA CIDADE LORENA-SP E GOSTARIA MUITO DE SABER SE EXISTEM LIVROS DE JOGOS DE MATEMATICA PARA EDUCAÇÃO INFANTIL(1° AO 5° ANO) OU ASSIM MESMO VOCÊ COMO ENTENDORA DO ASSUNTO PODERIA DISPONIBILIZAR ALGUM MATERIAL SEM CUSTO ALGUM OU MESMO EM BAIXO VALOR. MEU EMAIL:SAVIOGUATURA@YAHOO.COM.BR

disse...

Oi
Adorei seu blog. Você teria sugestões para o ensino de situações problemas de forma lúdica, pois minha filha que está na 4a. série está com muita dificuldade e eu preciso ajudá-la.
Por favor me ajude.
PARABÉNS PELO O QUE FAZ!
meu e-mail - marisa.scardoso@terra.com.br